sexta-feira, outubro 07, 2005

A campanha de Lisboa

Nos últimos dias assistimos à divulgação de sondagens para todos os gostos no que concerne à corrida à Câmara Municipal de Lisboa. Umas dão Carmona Rodrigues perto da maioria, outras uma vantagem confortável ao PSD, outras um empate técnico e outras ainda, a vitória de Carrilho.

A opção para Lisboa não é fácil.

Carmona Rodrigues tentou afirmar a sua qualidade de técnico e de independente, afastando-se da gestão de Santana Lopes. Teve algumas falhas de comunicação e o empolgamento necessário para afirmar uma vitória. Era objectivo reclamar o voto útil e combater a abstenção que o pode prejudicar.

Manuel Maria Carrilho foi um verdadeiro desastre. Sem ideias, sem projecto para Lisboa, apenas garante a votação pela fidelização partidária. No final da campanha socorreu-se de Bárbara Guimarães para subir as intenções voto. Para vencer Carrilho sabe que precisa de mais votos da esquerda e afirmou, várias vezes, ser a única alternativa à gestão de direito, fazendo, assim, um apelo ao voto útil de esquerda.

Ruben de Carvalho teve uma tarefa muito difícil. Ao fim de vinte anos encabeça uma nova candidatura isolada do PCP à Câmara de Lisboa. Nessa altura tinha então 25% do eleitorado. Hoje a CDU não tem o mesmo peso e combate o voto útil no PS. Como tem ainda o BE a roubar-lhe votação e numa disputa directa.

Maria José Nogueira Pinto partiu bem, mas andou bem. Apesar de ter tido uma campanha discreta, ganhou todos os debates em que participou e é aquela que mostrou saber melhor o alcance das suas propostas e como vai fazer o que propõe para Lisboa. Pende sobre ela o resultado de Paulo Portas há quatro anos.

José Sá Fernandes, nada trouxe de novo. A coberto de uma candidatura independente manifestou todo o estilo do BE. Fez uma campanha típica do partido que o apoia.

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