segunda-feira, outubro 17, 2005

O ABORTO DO REFERENDO

A maioria absoluta socialista, com a conivência do Presidente da Assembleia da República, insistiu na aprovação da realização do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez ainda no corrente ano.

Varias vozes se levantaram contra a possibilidade da realização de tal referendo pois era uma matéria que já tinha sido apreciada na presente sessão legislativa.

A cegueira da esquerda em tentar, a todo o custo, liberalizar o aborto, manteve a sua posição.

Este fim de semana veio a público que o Tribunal Constitucional terá chumbado a realização desse referendo por considerar que uma nova sessão legislativa apenas se iniciaria em Setembro de 2006 e, portanto, só a partir dessa altura era possível voltar a apreciar o assunto.

A decisão não admira.

O que admira é a irritação dos órgãos de soberania, Presidente da República incluído, com essa divulgação.

Admira por duas razões.

Primeiro, está em causa o sigilo no interior dos próprios órgãos de soberania e a confiança que os mesmos devem merecer dos portugueses.

Em segundo, a derrota política de quem defendia o referendo e o aborto.

Tenho vontade de dizer: que aborto de referendo.

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