quinta-feira, maio 03, 2007

CARMONA EM FUNÇÕES - MAU PARA A CIDADE


Para surpresa de todos e da própria dignidade política Carmona Rodrigues anunciou que se vai manter em funções enquanto houver quorum camarário.


É lamentável esta posição de Carmona Rodrigues.


Primeiro, porque mostra estar agarrado ao poder de forma incompreensível.


Segundo, sem o apoio do próprio partido que suportou a sua candidatura, Carmona insiste em não sair e devolver a palavra aos lisboetas.


Terceiro, mais do que nunca a CML ficará bloqueada.


Com esta decisão de Carmona, a instabilidade só aumentará e os problemas de Lisboa agravar-se-ão dia para dia sem qualquer resolução.


Sem confiança dentro e fora do seu partido, Carmona não tinha outra solução que não fosse a demissão.


Não o fazendo, resta à oposição actuar. Claro que Carmona Rodrigues quer transferir para a oposição ónus da dissolução da autarquia. Mas os interesses de Lisboa sobrepoêm-se aos interesses públicos.


Neste cenário, há que criar as condições para uma alternativa credível e mostrar a inoperância desta Câmara. Essa solução passará por uma união de esforços de salvação municipal e de apresentação de um projecto credível que mostre o fracasso da gestão do PSD.


Esta posição irei manifestar dentro do meu partido, respeitando as decisões a tomar, mas sempre no sentido de afirmar o trabalho do CDS e a melhor solução para Lisboa.

Situação em Lisboa

Como cidadão e como responsável político não posso de deixar manifestar a minha posição neste momento crucial para a cidade de Lisboa.
Mais do que nunca fica patente que não existem condições políticas para a continuação em funções do actual executivo camarário.
A falta de confiança política do próprio Presidente do partido que elegeu Carmona Rodrigues não deixa margem para duvídas.
Mas mais do que uma questão política é a ausência de condições de governabilidade e de resolução dos problemas dos cidadãos que não pode deixar de levar à realização de eleições intercalares.
No entanto, as eleições não se devem restringir à CML, mas alargarem-se, também, à AML. Por um lado, trata-se de um projecto político conjunto. Carmona Rodrigues e Paula Teixeira da Cruz foram apresentados ao eleitorado como uma equipa.
Independentemente das aspirações da Presidente da Distrital de Lisboa do PSD, os interesses da cidade são superiores. E estes interesses exigem uma clarificação política e uma legítimidade comum aos dois órgãos. Aliás, Paula Teixeira da Cruz só é Presidente da AML por arrastamento dos votos no alegado independente Carmona Rodrigues.
Devem ser criadas as condições de governação da cidade e quem contribuiu para os problemas que se avolumaram ao longo do tempo também não se deve manter.
Como Deputado Municipal não podia deixar de sentir que a minha legitimidade era reduzida caso apenas houvesse um acto eleitoral para a CML.
Por outro lado, esta solução é aquela que a própria lei eleitoral das autarquias deve ser a perconizar. Uma eleição conjunta para a Câmara e para a Assembleia Municipal.
Pela minha parte, esterei disponível para contribuir num projecto credível para a cidade e que, efectivamente, resolva o pântano criado pela actual maioria.
A solução para Lisboa passa por um projecto global de cidade que faltou no último ano e meio.
Tenho consciência que o meu partido está a construir esse projecto de cidade e temos provas dadas a esse respeito e saberá responder ao desafio que Lisboa exige.

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