domingo, outubro 30, 2005

A PARTIDARIZAÇÃO DAS PRESIDENCIAIS

Este fim de semana ficou bem claro o sentido da partidarização que a esquerda está a dar a estas eleições presidenciais.

Os candidatos de esquerda surgiram através de decisões partidárias e só depois o anúncio pessoal da candidatura.

Quanto a Cavaco Silva avançou com a sua candidatura pessoal e então recebeu os apoios partidários.

Ficou bem clara a diferença de estilos e de respeito pela função presidencial.

A esquerda, sem excepção, expôs o país a uma triste imagem de partidarização das funções presidenciais.

CDS APROVA APOIO A CAVACO


Em reunião do Conselho Nacional, o CDS aprovou por maioria o apoio à candidatura de Cavaco Silva.

A decisão tomada não é, de todo, pacífica nas hostes do partido.

A Juventude Popular pretendia a realização de um referendo interno de modo a que os filiados pudessem decidir o apoio a Cavaco Silva.

A Direcção Nacional de Ribeiro e Castro pretendia a votação maioritária num apoio imediato a Cavaco. Aliás, segundo o Presidente, em conformidade com a moção aprovada no último Congresso.

Por outro lado, uma moção apresentada por Pires de Lima, entendia que o apoio a Cavaco não deveria ser dado de modo incondicional de modo a garantir a defesa dos interesses do partido e a sua afirmação.

No final, saiu vitoriosa a moção de Ribeiro e Castro.

Ribeiro e Castro pretende, ao defender o apoio imediato a Cavaco, uma colagem do CDS a uma perspectivada vitória nas presidenciais, evitando um resultado desastroso de uma candidatura própria.

PSD APROVA APOIO A CAVACO


Neste fim de semana o Conselho Nacional do PSD aprovou por unanimidade e aclamação o apoio à candidatura do Prof. Cavaco Silva à Presidência da República.

Não se trata de uma decisão surpresa, mas poderia pensar-se que além votasse contra.

Aliás, se a votação tivesse sido anterior à eleição de Marques Mendes, talvez o resultado não fosse exactamente o mesmo.

Ao contrário do PS relativamente a Mário Soares, o PSD afirmou que não fará qualquer campanha, porque não se trata de uma eleição partidária, estando disponível para quando o Prof. Cavaco entender necessário o seu apoio.

sexta-feira, outubro 28, 2005

RESPONSABILIDADE CIVIL EXTRACONTRATUAL DO ESTADO

O Conselho de Ministros, na reunião de 20 de Outubro de 2005, aprovou a Proposta de Lei que contém o regime da responsabilidade civil extracontratual do Estado e demais entidades públicas.

Essa Proposta de Lei, aprovada na generalidade, visa adoptar um novo regime da responsabilidade civil do Estado e demais entidades públicas, por danos decorrentes do exercício das funções política e legislativa, jurisdicional e administrativa.

Este novo regime pretende aperfeiçoar o regime da responsabilidade pelo exercício da função administrativa, estabelecer, pela primeira vez em Portugal, um regime geral pelo exercício da função jurisdicional e introduzir um regime em matéria de responsabilidade pelo exercício das funções política e legislativa, correspondendo às exigências da Constituição da República Portuguesa e da devida transposição da Directiva n.º 86/665/CEE.

Particularmente relevante é a opção de consagrar, nos mais amplos termos, o dever de o Estado e demais pessoas colectivas de direito público indemnizarem todo aquele a quem, por razões de interesse público, imponham encargos ou causem danos especiais e anormais, sem circunscrever o regime ao exercício da função administrativa, bem como a transformação do direito de regresso, quando exista, num poder de exercício vinculado.

TÚNEL DE CABO RUIVO

Em vésperas da realização das eleições autárquicas, a Câmara Municipal de Lisboa, inaugurou o túnel de Cabo Ruivo com vista a mostrar uma obra há muito prometida.

No entanto, essa inauguração teve um intuito meramente eleitoral.

Após as eleições, uma parte do túnel foi novamente encerrada para conclusão das respectivas obras.

Isto é simplesmente um atentado contra a inteligência dos lisboetas e uma demagogia inadmissível.

A transparência defendida pelo Eng.º Carmona Rodrigues parece não ter sido posta em prática!

segunda-feira, outubro 24, 2005

O PS E AS PRESIDÊNCIAIS

José Sócrates veio, este fim de semana, apelar ao voto em Mário Soares. Mas, mais do que isso, declarou que a máquina partidária estava pronta para estar ao lado de Soares e este era o candidato do PS.
Fica clara a partidarização da candidatura de Mário Soares.
Um trunfo a favor de Cavaco Silva que assume uma candidatura suprapartidária.

sexta-feira, outubro 21, 2005

CAVACO SILVA


Finalmente Cavaco Silva apresentou a sua candidatura à Presidência da República.

Era uma decisão esperada, mas que veio clarificar o processo eleitoral. Gostei do estilo e da forma da sua comunicação.

Julgo que não haverá mais nenhuma candidatura e que Cavaco representará o centro e a direita de forma isolada.
O estilo de Cavaco Silva mostrou-se bem diferente de Mário Soares. Quer na forma, quer no conteúdo.
Cavaco inistirá na sua independência, sem relação directa com qualquer partido,numa clara oposição com Soares, que apresentou a sua candidatura rodeada de apoio do PS.
Cavaco terá como mote para a sua campanha a sua capacidade e experiência governativa, bem como a posição internacional que assumiu.
Ontem, numa clara alusão a Soares, Cavaco disse que ele próprio seria o seu porta voz.
Claro que, a partir deste momento, Cavaco vai ser atacado por todos. Porque, aliás, todas as candidaturas apresentadas são contra Cavaco e não a favor de alguma coisa. Neste ponto Soares está em vantagem. Soares, caso queira assumir uma posição soft, sem críticas fontrais a Cavaco, vai ter os restantes candidatos de esquerda a fazer esse papel, enquanto que Cavaco vai estar sozinho.

A OBSESSÃO DE SÓCRATES


Após as notícias sobre o chumbo, pelo Tribunal Constitucional, da proposta de referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, vem o Primeiro-ministro anunciar que não exclui a hipótese da alteração à lei do aborto ser apresentada e votada na Assembleia da República.

Antes de mais, é claramente abusiva uma decisão deste tipo porque, se o PS e o Governo entendiam que esta matéria deveria ser resolvida por referendo, não podem agora, só porque a consulta popular ainda não é possível, alterar a lei a seu belo prazer.

Em segundo lugar, o PS, com o aplauso dos restantes partidos de esquerda, aplaudem a ideia na medida em que encontraram uma maioria que, pela sua vontade, quer eliminar da nossa sociedade o conceito de vida.

Por outro lado, esses senhores de esquerda, com tantos problemas que o nosso país atravessa parece que só vivem para discutir a questão do aborto, ou melhor, aprovar a lei que querem.

Este é o governo da obsessão pelo aborto. Mas não vão conseguir. A vida vale mais.

terça-feira, outubro 18, 2005

O CONSELHO NACIONAL DO CDS-PP

No exercício dos seus plenos direitos, alguns conselheiros nacionais do CDS requereram a realização de um Conselho Nacional urgente com vista à análise dos resultados das eleições autárquicas e preparação das eleições presidenciais.
Até aqui nada de anormal.
No entanto, Maria José Nogueira Pinto, Presidente do Conselho Nacional, num tom completamente despropositado veio criticar tal aitude, dizendo que ela própria já tinha decidido convocar um Conselho Nacional.
Penso que a intervenção pública de Nogueira Pinto, transmitiu mais uma imagem negativa do partido.
Aquela deveria ter-se limitado a constatar o facto, dizendo que o Conselho Nacional iria realizar-se, sem entrar em críticas do modo como o fez.
Só perde o CDS.

O ORÇAMENTO DE ESTADO

Ontem, o Governo apresentou o orçamento de Estado.
Não vou, para já, comentar as medidas constantes do mesmo, mas uma coisa é certa, porque acusavam Manuela Ferreira Leite de ter a obsessão pelo défice???
Falta coerência...

segunda-feira, outubro 17, 2005

OS LENÇOS BRANCOS QUE CO ADRIAANSE


O treinador do Futebol Clube do Porto havia dito, há duas semanas que bastaria os adeptos mostrarem os lenços brancos que ele se iria embora.
No jogo deste fim de semana, em que perdeu com o Benfica, os adeptos portistas mostrarm muitos lenços ( e lençois) brancos.
Não esperava nem defendia que Co Adriaanse tivesse que abandonar o clube. Agora, o que não podemos admitir é que ele nos chame estúpidos.
Primeiro diz que nunca disse o que tinha dito sobre os lenços brancos.
Depois, não contente, diz que os lenços eram de adeptos do Benfica.
Pinto da Costa tem, sem dúvida mais um problema. Co Adriaanse é daltónico.

O ABORTO DO REFERENDO

A maioria absoluta socialista, com a conivência do Presidente da Assembleia da República, insistiu na aprovação da realização do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez ainda no corrente ano.

Varias vozes se levantaram contra a possibilidade da realização de tal referendo pois era uma matéria que já tinha sido apreciada na presente sessão legislativa.

A cegueira da esquerda em tentar, a todo o custo, liberalizar o aborto, manteve a sua posição.

Este fim de semana veio a público que o Tribunal Constitucional terá chumbado a realização desse referendo por considerar que uma nova sessão legislativa apenas se iniciaria em Setembro de 2006 e, portanto, só a partir dessa altura era possível voltar a apreciar o assunto.

A decisão não admira.

O que admira é a irritação dos órgãos de soberania, Presidente da República incluído, com essa divulgação.

Admira por duas razões.

Primeiro, está em causa o sigilo no interior dos próprios órgãos de soberania e a confiança que os mesmos devem merecer dos portugueses.

Em segundo, a derrota política de quem defendia o referendo e o aborto.

Tenho vontade de dizer: que aborto de referendo.

segunda-feira, outubro 10, 2005

AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS NO PAÍS


As eleições de ontem são, claramente, um acto eleitoral destinado ao poder local, mas, necessariamente, sem por em causa qualquer legitimidade governativa nacional, tem que merecer uma leitura global.

Praticamente, todos os partidos que estão no Governo e que tomam medidas fortes acabam por ser penalizados nas eleições autárquicas. E ontem isso não foi excepção. Não digo que a vitória do PSD teve na sua origem um mostrar de cartão amarelo ao executivo liderado por José Sócrates. Claro que não foi só isso. A vitória do PSD deveu-se, também, ao reconhecimento dos seus autarcas no mandato que agora termina e ao mérito dos programas submetidos a votação.

A vitória do PSD só não teve um impacto maior, porque é a segunda consecutiva em eleições autárquicas, vindo para este acto com uma fasquia extremamente elevada. Sozinho, o PSD tem mais 30 presidência de Câmara que o PS, tendo ainda que se somar a isso as presidências ganhas em coligação com o CDS e com outros partidos.

Por outro lado, o PSD, por definição política própria e risco assumido, acabou por deixar de juntar a essas autarquias aquelas em que os seus ex-presidentes concorreram em candidaturas independentes e ganharam.

Quanto às autarquias mais importantes ou relevantes o PSD garantiu a sua continuação, à excepção de Faro que perdeu para o PS. No entanto, acabou por ganhar mais duas capitais de distrito: Aveiro e Santarém.

Na Madeira, o PSD fez o pleno tendo ganho todas as Câmaras.

Genericamente, o PS acabou por manter o mesmo nível de votação de há quatro anos, perdendo mais três Câmaras no cômputo geral.

A CDU recuperou alguma expressão autárquica, quer perante os dois maiores partidos quer na afirmação para com o Bloco de Esquerda.

No total a CDU tem mais mandatos e mais quatro Câmaras que nas últimas eleições, tendo recuperado autarquias importantes como Barreiro, Marinha Grande e Sesimbra, para além da conquista de Peniche. Reforçou o número de mandatos para os três órgãos. Particularmente em Lisboa obteve bons resultados.

O BE, na minha opinião acabou por não ter uma votação tão esperada como se estaria à espera. Foi, claramente ultrapassado pela CDU, face às últimas eleições legislativas. Continua apenas com uma presidência de câmara.

Elegeu um vereador em Lisboa, sendo a quarta força partidária, mas não conseguiu idêntico objectivo no Porto.

Sobre o CDS há a dizer que perdeu a quase totalidade da sua expressão autárquica. È certo que participou em coligações que elegeram os Presidentes de Câmara, mas isoladamente, apenas mantém uma presidência. E, por ironia, a de Daniel Campelo.

O partido de Ribeiro e Castro diminuiu o número de autarcas em qualquer dos órgãos do poder local.

Por último, de salientar que, dos pequenos partidos, só o PND e o MPT tem representações em assembleias de freguesia.

Para as câmaras nenhum deles conseguiu qualquer representação, sendo que nas assembleias municipais, o PCTP/MRPP, o PPM e o PND obtiveram o mesmo feito.

OS RESULTADOS EM LISBOA


Feito o apuramento global da votação no concelho de Lisboa, importa fazer uma análise dos mesmos.
Conforme já seria esperado, Carmona Rodrigues venceu as eleições. E conseguiu o mesmo número de mandatos que Santana Lopes havia conseguido há quatro anos. Só que nas 53 freguesias, o PSD obteve excelentes resultados e ganhou inumeras presidências de juntas. É certo que tal só aconteceu porquanto a esquerda foi separada. De igual modo, o PSD venceu as eleições para a Presidência da Assembleia Municipal. Só que desceu a percentagem relativamente às últimas eleições e se tivesse havido coligação PS-PCP, a esquerda teria, mais uma vez, elegido o Presidente da Assembleia. Seja como for, o PSD reforçou bem a sua posição autárquica em Lisboa.
Quanto ao Partido Socialista, Manuel Maria Carrilho destruiu-se a ele próprio. Quando Carrilho surgiu na corrida à CML aparecia como a primeira preferência dos lisboetas. Mas, a sua conduta na campanha e a ausência de ideias foram fatais. Isto sem esquecer que contou com a marcação de dois outros concorrentes à esquerda.
A CDU teve um resultado superior àquele que eu próprio estava à espera. A eleição de dois vereadores, a percentagem de votação e as juntas de freguesia ganhas mostram que o PCP ainda tem força em Lisboa. Aliás, pela CDU vai ter que passar grande parte da gestão autárquica da cidade, face às posições que conseguiu na votação para as assembleias de freguesia.
O BE ganhou a luta da eleição de um vereador, mas perdeu no confronto directo com o PCP. Aliás, o BE baixou a sua votação em comparação com as legislativas e obteve uma votação inferior para Sá Fernandes do que aquela que obteu para a Assembleia Municipal.
Relativamente ao CDS o único objectivo conseguido foi o da eleição de Maria José Nogueira Pinto. Quanto ao resto tudo foi mau. De cinco deputados municipais o CDS ficou com três, diminuindo substancialmente a sua representação nas freguesias. Em comparação com a candidatura de Paulo Portas, o CDS baixou também a sua votação.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Prognóstico para Lisboa

Aqui deixo o meu prognóstico para Lisboa.

Penso que Carmona Rodrigues vai ganhar a Presidência mas sem maioria absoluta e por uma margem maior sobre o segundo partido, porquanto a esquerda não vai coligada.

Todos os partidos vão eleger vereadores.

A maioria na CML vai ser possível através de um entendimento entre o PSD e o CDS. E por acaso tal não chegar, a CDU irá integrar essa gestão ampliada.

Quanto à Assembleia Municipal, sairá vencedor o PS e as maiorias tornar-se-ão mais difíceis.

Os mandatos ficarão, pela seguinte ordem de votação, assim distribuídos:

PSD – 7/8 mandatos
PS – 6/7 mandatos
BE – 1 mandato
CDU – 1 mandato
CDS – 1 mandato.

A campanha de Lisboa

Nos últimos dias assistimos à divulgação de sondagens para todos os gostos no que concerne à corrida à Câmara Municipal de Lisboa. Umas dão Carmona Rodrigues perto da maioria, outras uma vantagem confortável ao PSD, outras um empate técnico e outras ainda, a vitória de Carrilho.

A opção para Lisboa não é fácil.

Carmona Rodrigues tentou afirmar a sua qualidade de técnico e de independente, afastando-se da gestão de Santana Lopes. Teve algumas falhas de comunicação e o empolgamento necessário para afirmar uma vitória. Era objectivo reclamar o voto útil e combater a abstenção que o pode prejudicar.

Manuel Maria Carrilho foi um verdadeiro desastre. Sem ideias, sem projecto para Lisboa, apenas garante a votação pela fidelização partidária. No final da campanha socorreu-se de Bárbara Guimarães para subir as intenções voto. Para vencer Carrilho sabe que precisa de mais votos da esquerda e afirmou, várias vezes, ser a única alternativa à gestão de direito, fazendo, assim, um apelo ao voto útil de esquerda.

Ruben de Carvalho teve uma tarefa muito difícil. Ao fim de vinte anos encabeça uma nova candidatura isolada do PCP à Câmara de Lisboa. Nessa altura tinha então 25% do eleitorado. Hoje a CDU não tem o mesmo peso e combate o voto útil no PS. Como tem ainda o BE a roubar-lhe votação e numa disputa directa.

Maria José Nogueira Pinto partiu bem, mas andou bem. Apesar de ter tido uma campanha discreta, ganhou todos os debates em que participou e é aquela que mostrou saber melhor o alcance das suas propostas e como vai fazer o que propõe para Lisboa. Pende sobre ela o resultado de Paulo Portas há quatro anos.

José Sá Fernandes, nada trouxe de novo. A coberto de uma candidatura independente manifestou todo o estilo do BE. Fez uma campanha típica do partido que o apoia.

O FIM DA CAMPANHA

Acabou hoje a campanha eleitoral para as eleições autárquicas.

Segundo os dados que têm vindo a público tratou-se da campanha mais cara de sempre.

Por outro lado, estas eleições são, também, aquelas que mais polémica provocou.

Assistiu-se pelo país fora à apresentação de candidaturas independentes em confronto directo com os líderes partidários.

Isaltino Morais tendo sido afastado pela escolha de Marques Mendes que recaiu sobre Teresa Zambujo, decidiu apresentar-se ao eleitorado de Oeiras.

Valentim Loureiro não tendo o apoio do PSD avançou com uma candidatura independente e em claro confronto com o Presidente do partido.

Fátima Felgueiras, a braços com a justiça, surge como candidata à autarquia de Felgueiras causando um incómodo indisfarçável ao Partido Socialista.

Em Amarante, Avelino Ferreira Torres conduziu uma candidatura independente repleta de populismo e de casos estranhos.

As atenções irão, pois, estar viradas para estes quatro casos.

Marques Mendes ficaria numa posição muito mais confortável se os candidatos independentes não ganhassem em Oeiras e em Gondomar. No entanto, tudo indica que tal não vai acontecer. Aliás, estes candidatos deverão ter uma margem de vitória extremamente elevada.

As decisões de Marques Mendes, que só se podem entender no campo das escolhas de confiança política, vão certamente custar duas câmaras ao seu partido.

Uma eventual vitória de Fátima Felgueiras ou de Avelino Ferreira Torres, que parece certa, vão ter que nos fazer reflectir a todos.

Depois, sobre outros municípios vão recair as nossas atenções no dia de amanhã.

Em Sintra, que todas as sondagens dão um empate técnico, sairá vencedor João Soares ou Fernando Seara?

Os casos de Lisboa e Porto terão, por natureza, uma acuidade especial.

No domingo à noite aqui estarei para analisar os resultados.

SONDAGEM SIC/EXPRESSO/RR

De acordo com o estudo da Eurosondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença, sobre as eleições autárquicas em Lisboa, o candidato do PSD aumenta a vantagem para o seu rival Manuel Maria Carrilho, mas fica a um mandato da maioria absoluta.

O candidato apoiado pelo PSD recolhe 41,4 por cento das intenções de voto, dilatando a distância para Manuel Maria Carrilho (30,5 por cento), em relação à projecção anterior da Eurosondagem. Em Junho, o socialista conseguia 33,3 por cento, contra 40,9 por cento de Carmona Rodrigues.

O Bloco de Esquerda surge como terceira força mais votada na capital. A lista liderada por Sá Fernandes obtém 10,1 por cento das intenções de voto, seguida pela CDU (8,5%) e pelo CDS/PP (5,5%).
Este resultado do Bloco poder-lhe-á valer dois lugares no executivo camarário. O comunista Ruben de Carvalho e a democrata-cristã Maria José Nogueira Pinto têm também assento na vereação.

quinta-feira, outubro 06, 2005

CARMONA RODRIGUES LUTA CONTRA ABSTENÇÃO

Carmona Rodrigues manifestou hoje o seu desejo de que a abstenção não sai vencedora das próximas eleições autárquicas em Lisboa.
O candidato independente do PSD está preocupado com a abstenção por duas razões essenciais.
Por um lado, pode haver o risco de potenciais eleitores do PSD não votarem por pensarem que a vitória está garantida a Carmona. Mas, Carmona bem sabe que não há vitórias antecipadas e ue não pode deixar isso acontecer.
Por outro lado, Carmona Rodrigues quer captar aquele eleitorado da sua área descontente com os políticos ou com Santana Lopes.
A abstenção joga claramente contra Carmona Rodrigues.

SONDAGEM RTP

De acordo com a projecção da Universidade Católica para a RTP, Rádio Renascença e jornal Público, Carmona Rodrigues conquista 36% das intenções de voto dos lisboetas, contra os 31% alcançados por Carrilho.

Em terceiro lugar surgem Ruben de Carvalho (CDU) e José Sá Fernandes (BE), ambos com 10% das intenções de voto, seguidos da candidata do CDS/PP, Maria José Nogueira Pinto, que reúne 7% das preferências.

Segundo a mesma sondagem, há ainda 16% de indecisos em Lisboa para as eleições autárquicas de domingo.

SONDAGENS TVI/DN/TSF

Foi hoje divulgada uma sondagem realizada pela Intercampus para a TVI, Diário de Notícias e TSF, tendo em vista as próximas eleições autárquicas.
Para a Câmara de Lisboa dá um empate técnico. O PS recolhe 34,7% das intenções de voto e o PSD 34,3%.
No Porto, Francisco Assis tem 39,3% das intenções de voto contra 37,5% de Rui Rio.
Na Câmara de Sintra, o candidato da Coligação PSD/CDS recolhe 38,9% e o candidato socialista 36,8%.
Quer em Lisboa, quer em Sintra, os indecisos atingem quase os 20%.

MAIS UM JOB

A vergonha continua...

Depois de Guilherme Oliveira Martins ter sido nomeado para Presidente do Tribunal de Contas, o seu filho foi agora nomeado para funções de consultadoria na Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais.
Mais uma vez, só há gente competente ligada ao PS????

CARMONA VENCE LISBOA


Segundo uma sondagem realizada pela Marktest para o Jornal de Notícias e para a TSF, Carmona Rodrigues venceria, de forma confortável as eleições para a Câmara Municipal de Lisboa.

No entanto, o PSD não obterá a maioria absoluta, o que implica a celebração de acordos pós eleitorais com outras forças políticas, podendo não bastar o próprio CDS-PP.

Carmona teria, segundo esta sondagem, uma votação correspondente a 38,2%

Quanto a Carrilho, a sondagem prevê um resultado de 27,2%.
Sobre a CDU e o BE, a sondagem atribui 8,2% a cada uma das candidaturas.
O CDS teria 8%.
Nesta situação, os três partidos elegeriam um vereador cada.

RUI RIO VENCE PORTO


Segundo uma sondagem realizada pela Marktest para o Jornal de Notícias e para a TSF, Rui Rio venceria, de forma confortável as eleições para a Câmara Municipal do Porto.

A coligação do PSD com o CDS-PP
atingiria os 49,1% e o PS ficaria pelos 29,5%.

Trata-se de um resultado extremamente positivo para a coligação de centro direita, que poderá atingir a maioria absoluta, e penalizador para o PS e Francisco Assis.

Aliás, a confirmar-se a projecção trata-se de um dos piores resultados de sempre do Partido Socialista na cidade do Porto.

Quanto à CDU, a sondagem prevê um resultado entre os 5,7% e os 8,2%. Ou seja, pelo limite mínimo poderá estar em causa e eleição de Rui Sá. Dado certo é que os comunistas não conseguirão atingir o resultado de há quatro anos (10,5%).

Sobre o Bloco de Esquerda a sondagem prevê que possa chegar aos 6%. Embora constitua uma grande subida relativamente às ultimas eleições (2,6%), não chegará para a eleição de qualquer vereador.

DESTRUIÇÃO DE CAMPANHA

Lamentavelmente tem sido uma constante a destruição de campanha política afixada e distribuida pelos candidatos do CDS-PP, em Lisboa.
Depois de tal ter acontecido sistematicamente na Freguesia de São Vicente de Fora, toda a campanha afixada ontem à noite na Freguesia de São João, encontrava-se destruida hoje de manhã.
Quem serão os responsáveis????

RIBEIRO E CASTRO E O NOME DE PAULO PORTAS

Na sequências das declarações de Telmo Correia sobre as eleições presidenciais, das quais tive a oportunidade de aqui dar nota, o Presidente do CDS, Ribeiro e Castro, reagiu de uma forma bastante exaltada e fora de contexto.
Percebe-se que Ribeiro e Castro não queira abordar o assunto das presidenciais antes das autárquicas, mas não pode é mostrar o tom nervoso que mostrou ao reagir à ideia de Telmo Correia.
O Presidente do CDS apenas teria que dizer que não fala de presidenciais e que respeita as ideias dos seus colegas de partido, ao invés de entrar por discursos redondos e num tom de aparente descontrolo.
Essa atitude de Ribeiro e Castro só se justifica por razões internas, por sentir que pode ou está a perder o apoio do partido.

segunda-feira, outubro 03, 2005

TELMO CORREIA E AS PRESIDENCIAIS

No final do jantar da sua candidatura à Presidência da Junta de Freguesia de São Francisco Xavier, Telmo Correia foi interpelado pelos jornalistas, tendo manifestado a ideia de necessidade de reflexão sobre a possibilidade do CDS apresentar um candidato próprio.
Questionado pelos mesmos jornalistas se Paulo Portas seria um bom candidato a Belém, Telmo Correia respondeu que "O Dr. Paulo Portas é um bom candidato a qualquer coisa", dando o seu próprio exemplo de candidatura a uma Junta de Freguesia.

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