sexta-feira, setembro 30, 2005

JANTAR DE CAMPANHA DE TELMO CORREIA


Estava agendado para hoje o jantar promovido pelo Dr. Telmo Correia enquanto candidato à Presidência da Junta de Freguesia de São Francisco Xavier.
Apesar de ter prometido a minha presença, motivos profissionais de última hora, impediram-me que comparecesse.
No entanto, estou certo de que essa iniciativa será um enorme êxito, da dimensão das qualidades políticas e pessoais de Telmo Correia.

ASPECTOS IMPORTANTES DA LEI DAS RENDAS

No meu post anterior tive a oportunidade de relatar a conclusão da reunião em que participei subordinada ao tema da lei das rendas proposta pelo actual Governo.
Conforme prometido, venho transmitir as principais preocupações sobre o que se conhece desse diploma:
  • O cálculo dos rendimentos dos agregados familiares está feito com base nos rendimentos ilíquidos, quando deve ser feita pelos rendimentos líquidos;
  • O coeficiente de avaliação do estado de conservação nunca deve ser superior a 1%, na medida em que é este o estado normal e exigível de cada habitação;
  • Deve estar previsto na lei a possibilidade de acordo entre inquilino e senhorio para estabelecimento do valor da renda;
  • Os idosos com mais de 65 anos e os deficientes terão que ter um regime que os salvaguarde da aplicação da nova fixação dos valores das rendas;
  • Deverá estar previsto um regime de alteração das circunstâncias para aqueles casos em que os pressupostos no momento da aplicação da lei sofreram uma modificação.

Face à gravidade e importância deste assunto, penso que se trata de uma matéria sobre a qual o deve existir uma preocupação, quer a nível local, quer a nível nacional.

Como futuro Deputado Municipal, como espero vir a ser, tudo farei o que estiver ao meu alcance para evitar injustiças na aplicação desta ou de outra lei que não contemple factores minímos de protecção social.

quinta-feira, setembro 29, 2005

LEI DAS RENDAS

Em representação da candidatura a Lisboa do CDS, estive ontem presente na sessão organizada pela Comissão de Inquilinos, subordinada ao tema da nova lei das rendas, a qual teve lugar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Tive a oportunidade de ouvir as posições dos inquilinos relativamente à lei apresentada pelo Partido Socialista, bem como as ideias de cada um dos partidos presentes. Sendo certo que, o PCP e o PSD não se fizeram representar.
Escutei com bastante atenção as principais propostas e problemas levantados pela Comissão e parece-me que, na maioria dos casos assiste-lhes alguma razão.
A lei que o Governo propõe criará um grave problema social que deve ser tido em conta.
Assim, irei transmitir ao Grupo Parlamentar do meu partido as ideias da Comissão e a minha posição sobre as mesmas.
Do mesmo modo, na minha qualidade de eleito local, tudo farei para a justiça social a nível do arrendamento e protecção dos mais desfavorecidos da cidade de Lisboa.
No final da reunião, o Presidente da Comissão manifestou o seu agrado pela posição que defendi.
Brevemente, divulgarei os aspectos que considero relevantes sobre esta temática.

RIBEIRO E CASTRO E AS LEGISLATIVAS

O Presidente do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, tem vindo a declarar publicamente - e no meu entender bem - que estamos num tempo de eleições autárquicas, pelo que não se deve discutir as presidenciais para não misturar as coisas.
No entanto, totalmente contraditório com esse discurso, Ribeiro e Castro, disse ontem aos jornalistas que a sua campanha já tinha por objectivo as eleições legislativas de 2009 e que os candidatos autárquicos estavam também comprometidos com esse objectivo.
Em primeiro lugar, os candidatos que agora se apresentam fazem-no de acordo com interesses locais, não estando vinculados a qualquer candidatura legislativa do partido e em particular do Dr. Ribeiro e Castro.
Em segundo, quem não quer falar em presidenciais que se realizam daqui a pouco mais de três meses só pode querer falar em legislativas de 2009 como afirmação interna dentro do seu próprio partido.

terça-feira, setembro 27, 2005

CAMPANHA ELEITORAL

Hoje, terça-feira, dia 27 de Setembro, inicia-se, oficialmente, o período de campanha eleitoral para as eleições autárquicas.

domingo, setembro 25, 2005

SEARA GANHA SINTRA


Baseado num estudo Eurosondagem para a SIC, Expresso e Rádio Renascença, Fernando Seara manterá a presidência da Câmara Municipal de Sintra.
O candidato apoiado pela coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT obtém 42,1 por cento das intenções de voto, contra os 38,1 por cento recolhidos pelo socialista João Soares.
Na sondagem anterior João Soares detinha uma ligeira vantagem sobre Seara.
O candidato da CDU teria uma votação correspondente a 10,2% e o BE 5,1%.
Quanto ao número de mandatos, segundo esta sondagem, Seara e Soares ficaram, cada um, com cinco. O ùltimo vereador seria atribuido a Batista Alves.
Espero. sinceramente, que Seara volte a ganhar Sintra.
Soares terá a sua segunda grande derrota consecutiva e o seu futuro político ficará seriamente comprometido.
No entanto, a minha previsão é de que cada um dessas candidaturas obterá 5 mandatos, pelo que o fiel da balança será a CDU.
Atendendo ao que se tem passado em Sintra aposto num entendimento pós eleitoral entre a coligação de direita e o candidato da CDU, de modo a formar uma maioria governável na cidade.

ISALTINO MAIS À FRENTE


De acordo com um estudo da Eurosondagem para a SIC/Espresso/Rádio Renascença, o candidato independente Isatino Morais aumenta a vantagem para a rival do PSD, Teresa Zambujo, mas sem chegar à maioria absoluta.
Se as eleições autárquicas fossem agora, Isaltino seria eleito presidente da Câmara de Oeiras, com 36,9 por cento dos votos, segundo a projecção da Eurosondagem. Uma vantagem de quase seis pontos percentuais face à candidata social-democrata e actual autarca. Teresa Zambujo continua no segundo lugar, recolhendo 31,2 por cento das intenções de voto.
O candidato do PS, Emanuel Martins, reconhia apenas 17,9% dos votos, manifestando uma tendência de descida.
A CDU teria 5,7%, o BE 3,6% e o CDS 1,4%.
O caminho até as eleições será o da bipolarização entre Isaltino e Teresa Zambujo.

E MAIS CANDIDATOS DO CENTRO DIREITA?

Todos os partidos de esquerda patrocinam um candidato à Presidência da República. Só da área do Partido Socialista surgem dois candidatos de peso. O mesmo só aconteceu em 1985.
E o centro-direita apoiará um único candidato ou fará apresentar, também, vários candidatos.

O PSD vai, obviamente, apoiar o seu candidato natural, Cavaco Silva. Tenho a certeza que, deste campo partidário, não aparecerá qualquer outro candidato, pese embora algumas divergências que possam exigir, da parte de alguns, relativamente ao ex-Primeiro-Ministro.

E quanto ao CDS? Deverá desde o início apoiar Cavaco Silva ou apresentar um candidato próprio.

Neste quadro, julgo que o CDS deverá manifestar o seu apoio inequívoco a Cavaco Silva. A apresentação de um candidato emergido do CDS em nada poderia servir para ajudar na vitória de um candidato desta área política.

Por outro lado, se o CDS apresentasse um candidato o seu resultado seria extremamente baixo.

Será preferível apoiar, desde um início, uma candidatura ganhadora.

As presidenciais são sempre umas eleições difíceis para o centro-direita. Mas, desta vez, há reais hipóteses de vitória. Esperemos que não se deite tudo a perder

MANUEL ALEGRE – CANDIDATO A PRESIDENTE


Manuel Alegre apresentou hoje a sua candidatura a Presidente da República.

Conforme tive oportunidade de escrever há alguns dias, já esperava este anúncio.

O Deputado Manuel Alegre tinha o desejo profundo e já manifestado, de assumir esta candidatura. Quem o conhece sabe que não é homem para desistir. E não desistiu. Avança e sem qualquer apoio partidário formal.

O PS já decidiu dar o seu apoio a Mário Soares. No entanto, o PS não está todo com Mário Soares. Alegre vem captar os votos de todos aqueles que não concordam com a candidatura do Dr. Soares.

A candidatura de Manuel Alegre vai, necessariamente, expor de forma mais intensa o PS e as suas lutas internas.

No entanto, Manuel Alegre pode vir aglutinar na sua candidatura os votos daqueles que não votariam Soares, mas preferem um real candidato de esquerda.

Resta saber com que apoios efectivos conta Alegre e como vai conseguir enfrentar esta batalha sem apoio partidário.

Conforme as sondagens o poderão demonstrar, Cavaco Silva sairá prejudicado com a candidatura de Manuel Alegre.

Se calhar Mário Soares ainda vai agradecer a Manuel Alegre, Cavaco não ganhar à primeira volta…
Manuel Alegre ganhará se, pela sua candidatura, obrigar à realização de uma segunda volta.

segunda-feira, setembro 19, 2005

CARRILHO: MAU DE MAIS

Se a vida de Carrilho já não estava fácil para ser o próximo Presidente da Câmara de Lisboa, com a sua actuação no debate com Carmona Rodrigues, pode ter deitado a perder a última esperança que podia ainda ter.
Carrilho foi agressivo, concentrando-se em ataques pessoais e injuriosos contra o candidato do PSD.
Não discutiu ideias, não discutiu soluções.
E não discutiu porque não sabe, porque não tem programa para Lisboa.
Depois de ter feito o que fez, Carrilho tem aparecido como uma vítima, exigindo que Carmona lhe apresente desculpas.
Era mais o que faltava...
A candidatura de Carrilho sabe que ele esteve mal e então a forma que encontrou foi a da vitimização. Mas o rídiculo tem limites.
Quem viu o debate e constatar agora o incómodo do Prof. Carrilho, só pode chegar a uma conclusão: este homem não pode chegar a Presidente da Câmara.

sábado, setembro 17, 2005

CANDIDATURA DE GARCIA PEREIRA

Garcia Pereira anunciou a sua candidatura a Presidente da República com o apoio do PCTP/MRPP.
Mais uma candidatura que apenas tem por objectivo contribuir para a derrota de Cavaco Silva.
Mas deixo uma pergunta. Será que o MRPP não tem mais ninguém que possa ser candidato? É que Garcia Pereira é candidato a tudo o que é eleições.
Agora, também é o cabeça de lista do partido à Assembleia Municipal de Lisboa.

sexta-feira, setembro 16, 2005

DEBATE CARRILHO / CARMONA

Quem ontem assistiu ao debate entre os dois principais candidatos à Câmara de Lisboa, constatou a arrogância e a incompetência de Carrilho para governar Lisboa.
O candidato socialista limitou-se a criticar Carmona, chegando mesmo ao nível da injuria.
Os lisboetas não querem quem critique deste forma. Os lisboetas querem obra.
É completamente lamentável a recusa de cumprimento de Carrilho a Carmona. Este é que é o espirito democrático? Obrigado, mas não queremos.
Lisboa merece mais do que este Carrilho.

quinta-feira, setembro 15, 2005

AS PRESIDENCIAIS

Cavaco Silva disse ontem que o anúncio sobre a decisão de uma candidatura à Presidência da República estaria para breve.
No mesmo dia em que foi publicada mais uma sondagem, pela qual venceria estas eleições de forma confortável.
Não tenho dúvidas de que Cavaco Silva vai avançar. Mas para ganhar tem que ser na primeira volta. Porque, caso contrário, na segunda volta, tudo será mais complicado, na medida em que a esquerda fará uma união nacional contra a sua candidatura.
Daí que Mário Soares já tenho dado a entender que Manuel Alegre devia concorrer. É que se Manuel Alegre concorrer são mais votos para a esquerda, de modo a impedir uma maioria de Cavaco à primeira volta.
Por isso, nada há a estranhar pela apresentação de muitas candidaturas de esquerda. Cada uma isolada vai buscar os seus votos, alguns dos quais certamente não iriam para Soares, e que serão preciosos para evitar a maioria de Cavaco.
As candidaturas à Presidência não são candidaturas para ganhar. São candidaturas para tentar fazer Cavaco Silva perder. Mas não vão conseguir.
Cavaco Silva é fixe!

QUE DIREITA PARA PORTUGAL

Temos hoje no panorama político a particularidade dos partidos de esquerda totalizarem mais de 60% dos votos e a raridade da extrema-esquerda situar-se a pouco mais de 1% dos democratas-cristãos. Isto faz-nos reflectir sobre a direita em Portugal, os seus desafios e os valores que defende.
Desde sempre existiu direita e esquerda. Porém, excluindo os extremistas, quase toda a actividade político-partidária passou a ser enquadrada ao centro.
Por isso, não encontramos grandes diferenças nos partidos do arco da governação, no que concerne aos grandes objectivos para o país. A decisão do voto, numa parte substancial do eleitorado, acaba por ser determinada por quem é o candidato, ignorando até os programas apresentados.
Mas não tem que ser, necessariamente, assim. Não pode ser assim.
Acredito que no futuro próximo a opção dos eleitores, face às exigências da nossa sociedade e da resolução dos seus problemas, vai passar a ser tomada tendo em conta os projectos, as ideologias e os valores defendidos por cada área política.
É certo que a nossa política interna está, em grande parte, condicionada pelas decisões tomadas no âmbito da União Europeia. Mas isso não explica tudo.
A direita encontra-se, neste momento, paralisada e sem sinais vitais visíveis. Mas ela existe.
Essa viragem ao centro não significa que não exista direita e esquerda e que não faça sentido proceder à sua distinção. O que importa é mostrar que ela existe, transmitir os valores da direita aos portugueses. E essa é a tarefa da direita portuguesa. Porque a esquerda não hesita em fazer-se ouvir.
Determinadas questões que a esquerda se quis, ilegitimamente, apropriar são, também, objectivos da direita. E, apesar dos objectivos poderem ser comuns, os meios para os atingir são substancialmente diferentes.
É óbvio que a evolução dos tempos implica a redefinição e adaptação de valores e de políticas, desde que de forma consistente. A direita portuguesa, mais do que nunca, precisa de definir um corpo de doutrina que transmita aos portugueses, como um programa de causas. Faz falta a Portugal conhecer as grandes bandeiras da direita democrática.
E esse é o grande desafio que se coloca a quem queira representar, verdadeiramente, a direita portuguesa.
Nestas poucas palavras é difícil concretizar os valores da direita e o que resulta deles. A título de exemplo serão, necessariamente, a defesa da iniciativa e propriedade privada, um estado subsidiário, redução do peso da despesa pública e da intervenção do estado, reforma do sistema de segurança social, flexibilização das relações de trabalho, promoção da solidariedade social e defesa da vida.
Uma vez criado esse conjunto de valores, estou certo que os portugueses perceberão a importância das verdadeiras políticas de direita e das soluções que tem para os nossos problemas. Não podemos é ter receio de dizer e mostrar que somos de direita! Muita gente quer integrar um projecto de direita capaz de representar uma direita democrática alternativa ao poder socialista.
Perante o espectro político português não acredito que possa ser o PSD a desempenhar essa função, porque tem uma forte tendência interna de centro esquerda.
O caminho da direita que a grande maioria dos portugueses pretende tem que passar pelo próximo congresso do CDS e pela sua actuação subsequente.
Quero poder contar no meu país com uma verdadeira direita. Uma direita assim pode contar com o meu apoio.


Artigo publicado na rúbrica Convidado Especial do n.º 286 da revista Focus

MAIS UM...

Mais um job for the boys...

Desta vez foi António Vitorino.

Já não é demais?

quarta-feira, setembro 14, 2005

CARTÃO AMARELO

Os responsáveis do PS, tentando diminuir os efeitos de uma eventual derrota do partido nas próximas eleições autárquicas, já vieram dizer, através de Jorge Coelho, entre outros, que estas eleições não podem ter uma leitura nacional. Dizem que o que está em causa é a avaliação do trabalho dos autarcas e a qualidade dos candidatos apresentados.
Concordo inteiramente.
Só é pena que quando o PSD estava no poder, os mesmos socialistas pediam aos portugueses para mostrar, nas autárquicas, um cartão amarelo ao Governo.
A falta de honestidade intelectual devia ter limites.
Será que ninguém ve isto? Será que os órgãos de comunicação social não são capazes de mostrar estas contradições? Porque será?

REFERENDO SOBRE ABORTO

O Partido Socialista irá apresentar, amanhã, no Parlamento uma nova proposta para a realização de um referendo sobre a questão da interrupção voluntária da gravidez.
Não tem o minímo de sentido esta proposta.
Em primeiro lugar, não se trata de nenhuma necessidade sentida pela sociedade. Trata-se apenas de uma vontade da esquerda que governa o país.
Em segundo, o povo já decidiu uma vez e a questão já foi mais do que discutida. Mas para a esquerda um resultado só será imutável quando o sim ganhar.
Com tantos problemas do país para serem resolvidos e a esquerda só pensa nas suas tristes ideias.
É importante defender a vida. Vamos todos juntos lutar contra esta iniciativa. Assim que ela surgir vamos apelar pela força da vida!

terça-feira, setembro 13, 2005

NOMEAÇÕES

Hoje toma posse o novo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Rui Cunha (PS).
Veio hoje a publico que o próximo presidente do Tribunal de Contas será Guilherme de Oliveira Martins (PS).
Não esquecemos as nomeações para os Conselhos de Administração das empresas onde o Estado tem participação.
Afinal, onde está a transparência?
Afinal, porque tanto o PS criticou as nomeações do Governo de Santana Lopes?
Se não sabem fazer diferente, pelo menos não critiquem!

DEBATE DE AMANHÃ À NOITE

Amanhã realiza-se o debate, na SIC Notícias, entre os dois principais candidatos à Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues e Manuel Maria Carrilho.
Não tenho muitas duvídas de que Carmona vai ganhar.
A minha perspectiva para logo é a de que Carmona se vai apresentar muito bem preparado na discussão dos temas práticos, na apresentação de soluções, não deixando de salientar aquilo que de bom foi feito no mandato que agora termina. Carmona vai deixar bem claro o que quer e como pretende implementar as suas propostas.
Quanto a Carrilho, não vai ter capacidade para argumentar contra Carmona. Porque não conhece Lisboa, nem os seus problemas e não tem soluções concretas. Carrilho vai-se limitar a apresentar as suas frases plásticas cujo conteúdo é quase nenhum. As críticas ao anterior executivo vão ser mais que muitas. Mas, vai, também, tentar ao máximo, falar na dupla Santana/Carmona, de modo a fazer uma colagem deste ao anterior Presidente da Câmara.
Carmona vai ter uma posição humilde e Carrilho tentar esconder a sua vaidade e arrogância.
Amanhã veremos se vai ser assim...

segunda-feira, setembro 12, 2005

DEBATE ENTRE NOGUEIRA PINTO E MANUEL MARIA CARRILHO

Mais uma vez, não tenho dúvidas que a candidata do CDS ganhou este debate.
Maria José Nogueira Pinto tocou nos pontos fundamentais sobre a campanha de Carrilho. Criticou a demagogia dos cartazes, a ausência de um programa global para a cidade e a não contabilização dos custos daquilo que são as suas bandeiras gerais.
Manuel Maria Carrilho, refugiou-se, nas matérias em que não dominava, em afirmações como: depois tem que se estudar, tem que se analisar, tem que se ver. Mas os lisboetas não querem votar às escuras. Querem saber no que votam.
Nogueira Pinto demonstrou saber o que quer e como quer.
Bem andou também a candidata do CDS ao dizer que Lisboa não é só cultura e que isso não chega para ser presidente da Câmara.
Penso que foi uma grande vitória de Nogueira Pinto e ficou demonstrado que Carrilho não pode ser o nosso Presidente da Câmara, não tem condições.

domingo, setembro 11, 2005

DISCOTECA KREMLIN TEM ORDEM PARA FECHAR

Na sua edição de quinta-feira, o jornal Público noticiou que a discoteca Kremlin, em Lisboa, iria ser encerrada, de acordo com um despacho proferido pela Vereadora Ana Sofia Bettencourt, datado de 31 de Agosto de 2005.
Em sequência dessas declarações, já solicitei à Senhora Vereadora que me informasse porque motivo os interessados não são notificados dessa decisão e a comunicação social é a primeira a saber.
Esperemos que este despacho, o terceiro no mesmo sentido, seja cumprido.

sábado, setembro 10, 2005

DEBATE ENTRE NOGUEIRA PINTO E SÁ FERNANDES

Foi abismal a diferença de qualidade entre os dois candidatos.

Sá Fernandes sobre tudo diz que se tem que estudar, relativamente a tudo tem que se ver qual a melhor solução.
Pelo contrário, Maria José Nogueira Pinto tinha ideias e propostas concretas sobre cada um dos temas em discussão.
A vitória da candidata do CDS-PP é incontestável.

quinta-feira, setembro 08, 2005

REFORMAS DOS GESTORES PÚBLICOS

O governo do Eng.º Sócrates aprovou ontem uma resolução pela qual os gestores públicos vão perder o direito às pensões atribuidas no final do mandato.
Como princípio concordo com esta decisão.
No entanto, já não posso concordar que os seus efeitos apenas se apliquem a futuras nomeações.
Se a alteração do regime da reforma dos funcionários públicos foi alterada com efeitos imediatos para todos, porque não aplicar a mesma regra aos gestores nomeados?
Parece-me um mau exemplo.

DEBATE ENTRE MANUEL MARIA CARRILHO E RUBEN DE CARVALHO

De todos os debates sobre as eleições autárquicas de Lisboa a que assisti na SIC Notícias, o de ontem, entre Manuel Maria Carrilho e Ruben de Carvalho pareceu-me o mais fraco.

Nenhum dos candidatos conseguiu apresentar propostas concretas para os problemas dos munícipes. Estando nós no quadro de uma eleição autárquica, cujos órgãos são aqueles que estão mais próximos da população, queremos é saber as soluções de cada uma das candidaturas para os problemas que todos sentimos.

Ruben de Carvalho, agarrou-se aos ideais do PCP de combate às empresas municipais e aos “sistemas” que os todos os comunistas vêem em todo o lado. Limitou-se a criticar o PS como tentativa de angariar votos dessa área política, bem como aproximá-lo à gestão camarária actual.

Manuel Maria Carrilho de tudo faz cultura, sobre tudo fala em cultura. No entanto por melhor Ministro da Cultura que tenha sido, tal função não é comparável com a de Presidente da Câmara. Com isso quer dizer, de forma clara, que não está preparado para o cargo a que concorre. O argumento do que fez no Ministério da Cultura em nada serve para valorizar a sua candidatura a Lisboa. Uma coisa não é comparável com a outra!

Carrilho continua sem propostas concretas e exequíveis. Limita-se a chavões.

Uma última nota para a relação entre estes dois partidos. Durante doze anos foram parceiros de coligação na capital; na preparação destas eleições era desejo voltar a estabelecer nova coligação. Apesar disso, agora criticam-se, mutuamente, de forma intensa. Cada proposta de um é critica pelo outro. Onde está a coerência? Coligados eram os melhores; separados, cada um é pior que o outro! Como é que os munícipes podem-lhe dar credibilidade?

Ficou claro que estes dois candidatos põem o interesse e a defesa partidária à frente dos problemas de Lisboa.

quarta-feira, setembro 07, 2005

MANDATOS INTERROMPIDOS

Todos reconhecem que existe um afastamento da população em geral da classe política. Cada vez é mais difícil trazer para a política pessoas cujo mérito resulte apenas da sua actividade profissional e não meramente partidária.
E todos os políticos querem "moralizar" a política e transmitir a ideia de que se criam laços de aproximação e de confiança.
No entanto, também, todos se parecem esquecer das atitudes que tomam em detrimento dessa credibilização.
Uma das coisas que sempre critiquei, tal como a maioria dos portugueses, é a troca sistemática de lugares e as candidaturas "fantasmas".
Quando votamos numa determinada pessoa, votamos porque temos confiança nela, nas suas ideias, porque pretendemos que ela seja eleita para o cargo que estiver em causa.
Mas, lamentavelmente, o que assistimos é que alguns cabeças de lista apenas se candidatam para dar o nome e tentar ganhar votos com a sua suposta fama e depois, quando eleitos, ou não asssumem os lugares ou abandonam a meio caminho.
O eleitor nesta situação tem que se sentir defraudado e enganado.
E não são raros os casos daqueles que juram a pés juntos que vão aceitar o mandato a que concorrem e depois fazem, precisamente, o contrário.
Mais, pior que isso, é estar a exercer um mandato, sair ou candidatar-se a outro e, quando este acaba (ou nem chega a começar), voltar para o primeiro.
Veja-se o caso do Dr. Fernando Gomes. Era Presidente da Câmara do Porto, saiu para aceitar o cargo de Ministro. Quando foi demitido de ministro queria voltar para a autarquia. Foi severamente penalizado.
O próprio Presidente da República Jorge Sampaio, enquanto era Presidente da Câmara de Lisboa, concorreu a Primeiro Ministro. Como não ganhou, voltou para a Câmara. No mandato seguinte, concorre a Presidente da República. Como foi eleito, deixou Lisboa!
É esta a resposta que merecemos quando votamos em alguém? Acho que não.
Nas autárquicas em Lisboa, temos o caso do Eng.º Carmona. Já ninguém se lembra que ele deixou Lisboa para ir para o Governo? Quando perdeu esse lugar, por razões que todos conhecemos, volta para a Câmara. Será que se tivesse mantido em Ministro era agora candidato? Ou só é candidato a Lisboa, de forma residual?
Os eleitores devem ver isto e penalizar este comportamentos.
Devemos exigir dos nossos eleitos o cumprimento dos seus compromissos.

SANTANA LOPES DEIXA CÂMARA DE LISBOA

O Dr. Santana Lopes anunciou que vai assumir o seu cargo de Deputado na Assembleia da República e por imperativo legal vai ter que abandonar as suas funções autárquicas.
Assim, a partir de hoje o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa passa a ser o Eng.º Carmona Rodrigues.
Esta posição, já anteriormente assumida pelo candidato do PSD, não me parece benéfica para a estratégia definida para a sua campanha.
Carmona Rodrigues terá ainda mais dificuldade em querer passar a ideia que não teve nada que ver com o mandato de Santana Lopes.

terça-feira, setembro 06, 2005

DEBATE ENTRE NOGUEIRA PINTO E RUBEN DE CARVALHO

Ontem realizou-se, na SIC Notícias, mais um debate entre os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa, desta feita entre Maria José Nogueira Pinto e Ruben de Carvalho.

Considero que a candidata do CDS teve uma participação impecável. Esteve bastante mais solta do que no debate com Carmona Rodrigues e soube transmitir a sua visão de Lisboa e as soluções que protagoniza para os seus problemas.

Tirou partido do trabalho que fez na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com base precisamente num ponto do programa do seu adversário.

Mostrou estar bem preparada e saber do que fala.

Uma outra mais valia foi ter retirado proveito da actividade desenvolvida pelo actual Vereador António Carlos Monteiro, reconhecendo a sua qualidade e a vontade em o ter na sua equipa.

Quanto a Ruben de Carvalho, demonstrou que a sua candidatura está embutida nos princípios que norteiam o PCP.

Revela na sua exposição matérias com as quais a Câmara nada tem que ver, apenas como forma de transmitir a posição do PCP sobre políticas nacionais.

Sobre os problemas em concreto disse muito pouco.

Lamentavelmente, termina dizendo que nunca viabilizaria uma governação camarária de direita. Ou seja, para a CDU é mais importante a ideologia do que o compromisso na solução dos problemas.

Nesta situação, Maria José Nogueira Pinto foi brilhante e consignou que, mais importante do que esquerda ou direita, pouco relevante para a vida local, é a solução dos problemas da cidade.

Nogueira Pinto ganhou, claramente, o debate de ontem.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Debate Carrilho – Sá Fernandes

Assistimos hoje, na SIC Notícias, ao segundo debate relacionado com as eleições autárquicas em Lisboa, o frente a frente entre o candidato do PS e o candidato, auto-denominado independente, do BE.

Como primeira nota, não posso deixar de salientar o carácter arrogante do Prof. Carrilho. A forma como conduziu o debate demonstra claramente que não tem vocação para autarca.

Um Presidente da câmara não pode ser distante e com uma presunção de superioridade. Um Presidente da Câmara tem que ser próximo dos cidadãos, sem complexos.

Na discussão das propostas para Lisboa, ficou claro que o PS e Manuel Maria Carrilho não têm projecto para a cidade. Carrilho, limitou-se, a reboque de Sá Fernandes, a apresentar ideias genéricas, chavões que todos concordamos, mas sem conteúdo concreto.

No entanto, ficou claro que não conhece Lisboa, não conhece as suas freguesias e os seus bairros. Por isso, ideias e projectos concretos não existem.

Veja-se a título de exemplo a questão dos transportes. Carrilho afirmou que pretende melhorar os transportes. Isso, todos sabemos e queremos! Só não conseguiu foi dizer como.

Ficámos, porém, a saber se Carrilho ganhasse as eleições iria formar um entendimento com a CDU e com o BE.

Com esta posição, não estou a ver o eleitorado do centro dar o seu voto ao PS, mesmo que a candidatura de Carrilho merecesse.

Quanto a Sá Fernandes, aproveitou bem este debate para tentar ganhar terreno no campo da esquerda e penso que conseguiu.

Sá Fernandes, teve o debate, praticamente, controlado e dominado, levando Carrilho atrás dos seus temas e das suas ideias.

Candidaturas presidenciais

Já temos três candidatos a Presidente da República: Mário Soares, Jerónimo de Sousa e, agora, Francisco Louçã.

O nome indicado pelo BE não tinha alternativa. Mas, mais uma vez, ficou tudo invertido.

Uma candidatura presidencial é pessoal, não é partidária.

Porém, no PCP e no BE, tudo se passou ao contrário.

Os candidatos são claramente partidários e não são eles que se apresentam; são escolhidos pelo aparelho partidário.

É mau para o nosso sistema e para a democracia.

O BE não tinha alternativa quanto ao nome a indicar.

Nestas presidenciais, estamos a jogar dois campeonatos. O campeonato de quem será o próximo Presidente da República e o campeonato da esquerda, concretamente entre o PCP e o BE.

Os dois partidos continuam em competição directa e vão querer avaliar o seu peso comparativo nos resultados das presidenciais.

Logo, se o PCP apresenta o seu líder, o BE tinha que jogar do mesmo modo. Não havia outra solução.

Agora, importa analisar é se essas candidaturas são para levar até ao fim, para, realmente ir a votos.

E aqui, temos que ter em conta que estamos falar em eleições a duas voltas. E das duas uma.

Se o candidato do centro-direita não tiver possibilidade, face aos dados que forem correndo, de obter 50% dos votos na primeira volta e for com Mário Soares a uma segunda volta, os candidatos do PCP e do BE não desistem.

Isto é, vão a votos na primeira volta e depois declaram apoio a Soares na segunda volta. Marcaram a sua posição e depois contribuem, em bloco, para a tentativa da vitória do candidato mais à esquerda.

Se houver o risco do candidato do centro-direita poder ganhar à primeira volta, ou seja, ter mais de 50% da votação, aí sim, os candidatos do PCP e do BE desistem e apoiam Soares.

Mais uma vez, a palavra na política perderá o seu valor.

Mas, mais uma vez, contribuir-se-á para afastar as pessoas da política e aumentar a desconfiança na palavra dos políticos…

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